Pois bem, como o Nilton “descrivinhô” sobre quase todos os participantes e ficou de fora, vou lhes “escrivinhá” algumas histórias que me contaram sobre o dito cujo quando cheguei aqui em Passo Fundo. Talvez nem todas sejam verdadeiras, pelo que vocês conhecem do Nilton, tirem suas próprias conclusões.
A ORIGEM: contaram-me que lá pelos anos 70, na longínqua Lagoa Vermelha, assim como Jesus Cristo, Nilton também nascera numa estrebaria, rodeado de bichos, patos, galinhas, ovelhas e muitos outros, (quem sabe venha daí o amor pelos bichanos), e também como o menino Jesus, recebera a visita dos três Reis Magos trazendo de presente vinho, cachaça e mirra (a mirra é só pra manter a tradição). E aconselharam os Reis “- mesmo que tenha nascido menina, cria-o como se menino fosse”, e continuaram “- Amamente essa criatura feia somente com vinho e cachaça, que quem sabe se torne gente um dia”.
Os pais de Valéria, digo, Nilton, seguiram os conselhos dos Reis Magos e seguiram amamentando somente com vinho e cachaça aquela mistura de lobisomem com dromedário.
O tempo passou e lá pelos anos 80, Valéria, digo, Nilton, já demonstrava resquícios de machismo, dizia ela, digo ele, “- Tirar leite de vaca é pros fracos, eu tiro é leite de touro”, e saía campo afora facêro por demais junto com seu boizinho “caprichoso”.
Muitos dizem que Valéria, quer dizer, Nilton, tenha nascido com o cu virado pra lua, mas vou explicar a verdadeira história, que está anotada inclusive nos livros de registros da Cidade de Lagoa Vermelha.
A INICIAÇÃO: diz a lenda que naquela cidade se acampô um circo, e como Valéria, aliás, Nilton, nunca havia visto coisa igual, apaixonou-se pela vida circense, mais precisamente pelo mágico “Mandrakú”. O mágico fazia maravilhas em Valéria, digo, Nilton, com sua vara de condão, sumia a vara, aparecia a vara, e assim foi por semanas. Até que um dia o circo foi embora da cidade, pra desespero de Valéria, digo, de Nilton. A criatura entrou em depressão profunda, uma tristeza só, por saudades da varinha mágica de “Mandrakú”. A família do bichinho, já não sabendo mais o que fazer, teve que inventar uma mentira pro inocentinho, que o circo tinha ido embora pra lua e se ela, digo ele, se comportasse em noite de lua cheia o circo voltaria. È por isto meus amigos que em noite de lua cheia, a isso até hoje, o pobre inocente arria as calças e aponta o cu pra Lua, com saudades da varinha mágica de “mandrakú”, daí surgiu o ditado que Valéria, digo , Nilton, nasceu com o cu virado pra Lua, mas é na esperança que o circo volte.
Outra que me contaram de Valéria, digo, de Nilton, logo que cheguei a Passo Fundo, é que nunca convidassem o vivente pra ir ao parque de diversões. Dizem as más línguas (e as boas línguas também) que por causa de um tal de “Tonhão” ele pegou trauma dos parques. Tudo começou em 1985, no auge de sua puberdade. Valéria, aliás, Nilton, fora conhecer o que acabara de chegar à cidade, o famoso “Parque Tupi”.
De cara se deu com o minhocão, encantou-se com o brinquedinho, gastava todo seu dinheiro da venda dos picolés para ver o minhocão entrando e saindo, (sim, Nilton vendia picolé quando criança, mais chupava do que vendia, mas essa é pra outra hora).
“Tonhão” era o moço que cuidava do dito brinquedo e ensinou a Niltinho (nesta época queria que chamasse ele assim), a sentar no minhocão e aproveitar bem o passeio, por vezes “Tonhão” ia junto com Niltinho e mostrava o “duplo twist encorpado” no minhocão. Mas para Niltinho tudo que é bom dura pouco, e o parque foi-se embora, e junto com ele “Tonhão”, coitado de Niltinho, entrava novamente em depressão e tristeza.
Foi então que seus pais resolveram mandá-lo de volta ao interior, para a fazenda da família, para que se curasse, procuravam a “Cura Gay”. Lá chegando, em seu 1º passeio, que Niltinho (insistia que o chamassem assim), viu seu grande amor pela 2ª vez, continuava linda, esbelta, uma formosura, não envelhecera nada. Era a “Dolly” (sim, aquela mesma que estava junto na estrebaria, quando do nascimento de Niltinho). Niltinho, tomado por uma masculinidade que não tinha, por uma fúria da paixão, aproximou-se da “menina” Dolly, acariciou-a, desnudou-a em sua mente e por alguns milésimos de segundos, sentiu-se homem. Dali pra frente eram um só, por onde andava Dolly lá estava “Nilton” (passou a querer ser chamado assim desde então).
Porém, desgraça pouca é bobagem na vida desse menino, pois quando num encontro amoroso acabara matando Dolly afogada. Não me contaram os detalhes, só acharam estranho a bichinha estar calçando botas de borracha quando do ocorrido.
De volta pra cidade, lá pelos anos 90, “Nilton”, já moço, descobrira que o tico não era feito só pra mijar. Descobriu a punheta, gostou tanto que saía pelos rincões tocando pra quem quisesse e por isso o apelido por anos “Nilton mãos de seda”, mas depois de tantas idas e vindas, acabou criando calos nas mãos e o apelido caiu em desuso.
Pois bem, hoje o que se ouve dessa figura feiote é que se redimiu, dizem que é macho, o mais macho dos machos, aquele que experimentou e não gostou, mas assume que já deu. Por isso mesmo merece nosso respeito. Inclusive perdeu algumas oportunidades de trabalho como modelo fotográfico por causa destas lidas (a 1ª Expocú http://vocevaivoltar.blogspot.com.br/2008/05/1-expocu.html, só aceitava cu virgem), mas o que passou passou, já não nos pertence mais, é passado.
Também dizem por aí, e eu não quero acreditar, que por vezes o “Nilton” utiliza de uma tal de “pescanha” com amigos para a “Valéria” ressurgir. Torcemos pra que isso não aconteça, que a Lua não esteja na cheia e que também,não haja um parque de diversões por perto (corremos o risco de perder o parceiro para o “Tonhão”).
Um quebra costela bem chinchado e aguardemos os próximos capítulos.
Zé Agnaldo.
Obs.: Os fatos aqui narrados são verídicos, dúvidas e maiores detalhes perguntem à Valéria, digo Nilton.

Agora começo a entender certas atitudes do indivíduo. Ficou muito claro.
ResponderExcluirClaro como em noite de LUA CHEIA Valdovino. Só peço desculpas ao nosso amigo Nilton... por não ter lembrado de tantas outras que sei dele. Mas vamos guardar algumas "cabeludas" lá pra pescanha.
ResponderExcluirSe defenda Valéria, digo Niltinho, apesar se sua feiura e sua corzinha acho que estão se aproveitando de você.....
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