domingo, 27 de outubro de 2013

Régis

Buenas pessoal,
Como todo mundo sabe que sou chato, vou falar as coisas que eu gostei e que não gostei na pescanha desse ano. E já tô pronto prá levar pedrada!
Em primeiro lugar, o lugar! O rio é muito bonito, o local foi perfeito, até demais! O galpão antigo já está muito bom, e vocês construíram ainda aquele pavilhão, que ficou melhor do que nós merecemos! Quando estiver bem pronto, não vai nem ter graça acampar. Parabéns pelo investimento, pelo esforço e pela recepção!
A turma desse ano, repetindo os malas das outras edições e acrescentando mais uns viventes, foi muito bacana! O Ronaldo, que segundo ele próprio é uma inutilidade em acampamento, já que não sabe cozinhar, fazer churrasco, fazer mate, fazer fogo, armar barraca, pescar, caçar, atirar, jogar pôquer, dirigir jipe, não bebe e não fuma, tava meio atrapaiado no começo, mas logo começou a desfiar as histórias de antigamente, e mostrou no que ele é bom: tem uma memória prá lembrar as besteiras que a gente fez a vida toda!
O pessoal de Feliz, que tava muito Feliz! Tão Feliz que quase acabaram com o chopps! E com o jipe do Nilton! Tinha os outros que eu conheço mas não lembro o nome! O gaiteiro fã do Mano Lima e que tentou diversas vezes declamar umas poesias seriamente, o amigo argentino que me resgatou do fundo do rio (só isso já dá uma história), o violeiro que sabia tudo de pôquer, e até o Mário (que Mário?), amigo velho não tão velho que ainda não tinha participado das pescanhas!

O Júlio sempre pronto a cortar repolho, Valdir e seu Renault meio cego (não enxergou a camionete, o barranco e o galpão). O Elias levou até o fuzil de pressão... O Zé Agnaldo então... revelou-se coreógrafo, showman, animador de torcida, cantor, jogador de pôquer. Os amigos da civil que eu não vou lembrar o nome agora (Rafael e... ). E o Paulo Corazza, assistente sênior de reboque de viaturas em dificuldades.

Os outros eram tudo pescanheiros veteranos, Capitão Cassiano sempre camuflado prá guerra, Cristiano e sua engenhoca de assar porco inteiro, o mestre Valdovino que dessa vez caprichou tanto na bóia que até agora tô com vontade de fazer um carreteiro. Godo com o copo de chopp vulcanizado na mão, o kiki meio desarvorado porque a muié deu um pé na bunda (literalmente).
E os compadres Fofão e Nilton, que depois que anos se namorando, se desentenderam por uma mijadinha de nada... Aliás, o compadre Fofão tava tão sério no primeiro dia que todo mundo achou que estava doente. Foi só fazer uma caipirinha com morango de Bom Princípio que o advogado tigre incorporou a mulher maravilha e desandou a fazer besteira. O Nilton, que ainda tava de ressaca, não gostou e deu merda. Ou melhor, deu mijo.
O que eu não gostei da pescanha? Alguns parceiros não puderam chegar no primeiro dia (eu entre eles), outros não puderam ficar até o domingo, perderam a noite de sábado que foi a melhor janta dos últimos tempos. E o chopp tava mais gelado no sábado!
Talvez a gente possa acertar melhor no ano que vem em um feriado, prá realmente conseguir ficar os três ou quatro dias que a pescanha merece! Também a gente podia dividir melhor as tarefas, o Valdovino ficou praticamente sozinho com a responsabilidade de comprar os mantimentos, as camisetas, organizar o caixa, e ainda fazer a comida.
Mas a pescanha é isso mesmo, um monte de marmanjo se reunindo prá beber, contar história, beber, comer churrasco, beber, pescar uns lambaris, beber, dar risada, beber, jogar carta, beber...

Com certeza estou esquecendo de alguém, mas é que na segunda garrafa de cabernet as idéias começam a embaralhar...
Régis

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